Tecnodemia
- Ana Erthal

- 2 de jul. de 2020
- 2 min de leitura
Em 2010, William Powers, ex-redator do Washington Post, publicou o livro "O BlackBerry de Hamlet, filosofia prática para viver bem na era digital". No último capítulo ele lança a ideia de "Desconectopia": desligar o wifi e ficar sem internet durante os fins de semana para promover um detox das redes e curtir os prazeres da vida real.
Na disciplina de Comunicação Digital convido os estudantes, todos os semestres, a passarem pela experiência. As reações são imediatas e terríveis, afinal, como uma pessoa pode nos dias de hoje viver sem internet? Com alguma resistência, os estudantes de graduação acabam se programando e completando as 48 horas sem internet, enviando um relato completo do que fez e o que sentiu nesses momentos. É uma reflexão intensa e absolutamente necessária, afinal, não se pode avaliar nada sem o necessário distânciamento. Uma das experiências da turma de jornalismo (2014) foi publicada em vídeo:
Esse semestre, com a pandemia, o relato foi alterado. Em vez de relatar a experiência com a desconectopia, eles relataram a conectopia: o que é ficar 24/7 conectados durante o confinamento?
Muitos relatos ganharam estilo carta e extrapolaram o contexto, porque as dificuldades que se impuseram na vida dos estudantes com o confinamento e vida digital foram mais complexas do que imaginamos. Porém, o que ficou mais evidente é que o que antes era celebrado como estilo de vida contemporâneo agora passou a ser questionado. Eles sentem falta do contato pessoal, de olhar nos olhos das pessoas, de estar junto compartilhando ambientes, de sentir o pulso do ritmo urbano e do burburinho cotidiano. A maioria diz que vem determinando "momentos offline" como detox do digital; muitos compreenderam os gatilhos que os levam a passar horas rolando páginas sem um objetivo específico; todos aprenderam desconfiar de mensagens e reconhecer as fake news.
Um dos estudantes, Lucas Antunes, nomeou o momento de "Tecnodemia", a pandemia tecnológica que nos envolve em meio à pandemia de coronavírus. Pode ser também uma Tecnotopia, uma utopia tecnológica a que fomos compulsoriamente lançados para nos protegermos do contágio. Longa vida à Desconectopia!





48 horas sem internet? Nossa! Me lembrou um pouco do Moca Test , que avalia várias funções cognitivas, incluindo foco. Imagina como seria bom para clarear a mente, né?
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Com alguma resistência, os estudantes de graduação acabam se programando e completando as 48 horas sem internet, enviando um relato completo do que fez e o que sentiu nesses momentos. sunraysystemspa